samba carnaval
sambas de enredo
- arte negra na legendária bahia g.r.e.s. estácio de sá 2005 abram alas meus tumbeiros aos sete portais da bahia É a arte negra que desfila com seus encantos e magia da sua terra trouxeram a saudade a capoeira o berimbau os enfeites coloridos o pilão colher de pau iorubá bantos gegês no terreiro dançavam samba e batuquegê falavam a língua nagô rezavam forte com fé talhando arte deixaram imagens do candomblé pro mau olhado figa de guiné ricas mucamas de branco com flores num só canto vão a igreja do bonfim ofertar Á gua no pote ao pai oxalá saravá atotô obaluaiê yemanjá ogum oxumarê
- da vereda dos trilhos a um sonho de fé... a ilha traz a conquista do pináculo, corcovado tentação! g.r.e.s. união da ilha do governador 2005 nas ondas do mar viajou o sol clareou o brilho no olhar do grande navegador gente de além horizonte vem conquistar o monte oh bem-vinda tentação a ilha segue os passos do imperador traz nos braços a fauna a flor na magia do criador a águia traz os traços do pintor vem meu amor vem vem mergulhar meu "rio" é carioca as águas vão rolar da fonte do beijo no calor do desejo vejo a cidade despertar a corte passeia em delírio das trilhas os trilhos vêm anunciar o show e lá no corcovado monumento abençoado paisagem que seduz e faz sonhar eu também "tô" nesse trem vou nesse zig-zag nos abraços do meu bem os anjos sorrindo do céu vão surgindo em preces estão aplaudindo de pé meu povo em seu sonho de fé no alto daquela colina tem uma luz uma imagem divina que nos ensina o que é paz e amor e ilumina a ilha do governador
- singrando em mares bravios... e construindo o futuro g.r.e.s. unidos de vila isabel 2005 olokum abre caminhos no mar pra minha vila passar depois da tempestade branca paz felicidade a bonança o azul retorna ao seu lugar o povo de noel singra a história em direção À arca de noé que navegou pra salvação egito que embarcou cultura milenar À fria região com viking a velejar a proa da ambição fez brilhar caravela leve a vila oriente o paraíso é aqui vem descobrir o feitiço dessa gente lágrimas corriam no semblante do negro oceano de lamento nos tumbeiros jangadeiros sobre a bravura de um dragão negavam desembarcar a escravidão num cisne branco flutua a luz do almirante em noite de lua o barão de mauá se fez pioneiro na construção naval que volta a soprar de cada estaleiro ventos da indústria nacional É carnaval um rio de prazer cada turista que chegar vai ver É linda a vila balançando nas ondas do mar rumo a vitória navegar
- carnaval, doce ilusão. a gente se ve aqui no meio da multidão: 20 anos de liga g.r.e.s. caprichosos de pilares 2005 hoje é carnaval vem se encontrar chegou a hora vamos recordar e ver também bumbum de fora no 'me dê me dá' caprichosos brinca com você ajoelhou tem que rezar olha aí tem ti-ti-ti de novo na sapucaí eu ouvi alguém gritar bota fogo nisso a virgindade já levou sumiço pisa na casca de banana e escorrega mulher linda não paga mas também não leva olha o bumbum paticumbum prugurundum emocionou nessa kizomba viu nada mudou carnaval sedução palco de ilusão vista sua fantasia povo e liga se abraçam 20 anos se passam o ita foi só alegria a rosa que desabrochou campeã numa explosão de amor parabéns palmas para os sambistas carnavalescos artistas sem vocês não tem show não vai dar pra terminar eu "tava" de bobeira um pivete bateu minha carteira É carnaval tem samba a noite inteira mulata cachaça e muita zoeira vem cá meu bem me dê seu coração e não a bolsa o relógio e o cordão
- de sol a sol, de sol à soja. um negócio da china. g.r.e.s. tradição 2005 havia festa no palácio imperial onde se comemoravam o sucesso da colheita a realeza conduzida em palanquins admirava tigres brancos com jade na "terra dos mandarins" brasil meu brasil se fez presente elevando a economia nacional cana-de-açucar e café pro mundo foi genial hoje tem soja e tradição no carnaval o imigrante veio plantar nessa pátria mãe gentil da china pra cá em solo fértil terra de encantos mil de grão em grão o milagre acontece ao raiar de cada dia pro mundo se alimentar e os anjos abençoando nossa alegria nessa festa popular eu também vou voar na passarela de sol a sol nesse chão vou semeando esse grão abençoada seja a plantação
- festa profana g.r.e.s. união da ilha do governador 1989 o rei mandou cair dentro da folia e lá vou eu lá vou eu o sol que brilha nessa noite vem a ilha lindo sonho que é só meu vem vem amor na poesia vem rimar sem dor na fantasia vem colorir que a vida tem mais cor vem na magia me beija nesse mar de amor vem me abraça mais que eu quero é mais o teu coração eu vou tomar um porre de felicidade vou sacudir eu vou zoar toda a cidade Ê boi Ápis lá no egito festa de Ísis Ê deus baco bebe sem mágoa você pensa que esse vinho é água É primavera na lei de roma a alegria é que impera oh que beleza máscara negra no baile de veneza Ô joga água que é de cheiro confete serpentina lança perfume no cangote da menina
- festa profana g.r.e.s. unidos do porto da pedra 2005 o rei mandou cair dentro da folia e lá vou eu lá vou eu o sol que brilha nessa noite vem a ilha lindo sonho que é só meu vem vem amor na poesia vem rimar sem dor na fantasia vem colorir que a vida tem mais cor vem na magia me beija nesse mar de amor vem me abraça mais que eu quero é mais o teu coração eu vou tomar um porre de felicidade vou sacudir eu vou zoar toda a cidade Ê boi Ápis lá no egito festa de Ísis Ê deus baco bebe sem mágoa você pensa que esse vinho é água É primavera na lei de roma a alegria é que impera oh que beleza máscara negra no baile de veneza Ô joga água que é de cheiro confete serpentina lança perfume no cangote da menina
- alimentar o corpo e a alma faz bem g.r.e.s. acadêmicos do grande rio 2005 oh mãe terra solo fértil abençoado de onde brotam riquezas nosso alimento sagrado imenso brasil da mistura culinária que fascina moça que tempero saboroso preparado bem no clima se alimentar pro corpo é fundamental lá no ninho tem sabor especial se há comemoração vamos confraternizar comer se torna um ritual prepare a mesa nesse carnaval beleza a me seduzir aroma pra me revelar alimentando o meu prazer dá gosto no meu paladar a força que tem entre a terra e o céu vem da fé se a vida imita a arte diversão faz parte enriquece meu saber eu só quero ser feliz dividir o pão com meu irmão por que será que uns tem muito e outros não? abaixo a discriminação o povo pede paz e união a mensagem de paz grande rio nos traz: a verdade da vida o prazer de viver alimentar o corpo e alma faz bem meu bem-querer
- um grito ecoa no ar. homem e natureza em perfeito equilíbrio g.r.e.s. imperio serrano 2005 meu grito ecoa pelo ar faço um alerta ao mundo o homem com a sua ambição trouxe a tecnologia fez mal uso da razão de mãos dados com a ganância tem tudo que lhe deu o criador ôô de graça com amor no seu futuro pode semear a dor no meu verde das matas tem magia equilíbro perfeito que irradia as minhas águas cristalinas são poluídas no seu dia a dia choro com essa tal evolução ressentida estou ao ver minha devastação o homem com a sua sapiência transformou tudo em ciência maltratando a minha natureza É muito lixo jogado aos ventos usou o átomo sem consciência causou tristeza degradação coloca em risco toda civilização enfim num grande gesto de amor já tem gente a refletir e por mim vive a lutar um fio de esperança a reluzir basta reciclar os seu conceitos na reforma ser perfeito produzir sem maltratar sou a mãe terra só o seu amor vai me salvar clamando numa só voz vem meu império a gente tem que pensar é caso sério pra natureza sorrir o homem ter que mudar e aprender a preservar
- buon mangiare, mocidade! a arte está na mesa. g.r.e.s. mocidade independente de padre miguel 2005 abram as cortinas no palco toda forma de expressão eu agito a massa sou arlequim tempero certo sedução vai o saltimbanco pela rua e a vida continua ê paixão recheio lá dos bailes de veneza quem sou eu? quem é você? vem me dar seu coração ô ô ô ô a ópera vai começar maestros e compositores a magia está no ar sonhar é renascer o molho tá na consiência o homem recriou transformando em arte a ciência o fogo atiçou a terra dos sabores a moda em milão mistura de cultura e liberdade cobre de brasilidade essa vida esse chão artistas descendentes deste traço pra itália aquele abraço um banquete de união buon mangiare mocidade amor se a arte tá na mesa eu tô É a trupe independente de padre miguel brilhou uma estrela lá no céu
- nós podemos: oito idéias para mudar o mundo. g.r.e.s. portela 2005 portela hoje abraça o mundo num amor profundo pela fraternidade o samba é o porta-voz e nós podemos desatar os nós da desigualdade e vem sorriso de criança a esperança em cada coração e nesse dia de folia faz a sua profecia recriando a criação um mundo sem fome sem dor e sem guerra quem viver verá o manto da paz cobrindo a terra o que há de ser será ensinando a viver a vida como ela é respeitando os direitos da mulher dando a juventude um novo amanhã saúde corpo e mente sã combater o hiv e toda epidemia que aparecer preservar a natureza ver o bem vencer o mal a onu e o samba parceria ideal pro desenvolvimento mundial a mensagem da portela É pra toda humanidade vamos semear amor pra colher felicidade
- do fogo que ilumina a vida, salgueiro é chama que não se apaga. g.r.e.s. acadêmicos do salgueiro 2005 salgueiro acende a paixão É pura emoção é fogo divina criação que a humanidade adorou chama viva que clareia clareia clareia deixa queimar que o sangue vai ferver na veia surgiram deuses mitos do imaginário pra alma é purificação ferros modelagens tem lendas e dragões rituais de fé religiões fez evoluir a era industrial tem fogo neste carnaval bota lenha na fogueira ô iaiá o sabor do seu tempero vou provar no calor do dia a dia tem que respeitar não brinca com fogo pra não se queimar a chama que arde no peito É luz que irradia amor quem dera que o homem apagasse da mente a maldade e a dor um brilho explode no ar a festa vai começar o sol traz esperança vitória e confiança do fogo que ilumina a vida vermelho incendeia a avenida hoje o fogo da alegria alastrou na academia por inteiro vem no show da bateria esse fogo que arrepia é salgueiro
- uma delirante confusão fabulística g.r.e.s. imperatriz leopoldinense 2005 era uma vez e um sorriso de criança faz agente acreditar era uma vez em um mundo encantado se prepare pra sonhar contos de fadas rainhas e reis roupas que o povo não pode enxergar os sapatinhos dançando sozinhos um rouxinol a cantar sereia menina a bailarina universo criado por um sonhador e o menino venceu a pobreza e fez da arte a linda princesa com quem viveu grande amor pega a viola o repentista conta em versos que o grande artista da dinamarca voou foi além como um cisne altaneiro hans christian andersen foi monteiro lobato um mestre de fato da literatura infantil histórias escritas com arte e de todas as partes contou no brasil o sítio não tem fronteiras abrindo as porteiras pra imaginação dona benta recebe encantado o povo dos contos de fadas numa delirante confusão a turma do sítio apronta a imperatriz faz de conta emília cantando assim: vem viajar nessa história É só dizer pirlimpimpim
- a viradouro é só sorriso. g.r.e.s. unidos do viradouro 2005 numa expressão de amor com meu jeito de encantar o divino criador me deu o dom de conquistar Ás vezes me entrego por simples prazer juízo não nego até posso perder na grécia brinquei da maneira que quis em roma fiz o povo mais feliz já fui contido e proibido como um vilão qualquer mas um sonho em mim se realiza desvendei em monalisa os segredos de molière iluminado eu sou palhaço do amor na bossa da bateria eu vou e no compasso eu traço a arte e assim a vida vai sorrir pra mim É mais um dia de graça na simpatia do artista aquarelando ele passa o bom humor em revista os amigos do sorriso brilham no meu clarear É carnaval oh quanto riso sou criança vou brincar eu quero ver você cantar extravasar quando a cidade-sorriso passar eu quero ver eu quero ver geral gritar já é já é na viradouro eu levo fé
- entrou por um lado, saiu pelo outro... quem quiser que invente outro g.r.e.s. unidos da tijuca 2005 abro os portais da imaginação toda fantasia hoje é real me entrego ao delírio luz inspiração carnaval a mente leva a locais surpreendentes na inocência sou criança novamente com a tijuca viajo nessa emoção me torno aventureiro da ilusão e desejo desvendar misteriosas civilizações cidades perdidas encontrar tesouros atraíram gerações quando se abrem as portas do medo bruxas vampiros fantasmas da vida abraço a paz me elevo à beleza purificar a alma é a saída o homem pensou que o planeta era somente seu pro futuro ele projetou dominar a natureza que um dia o acolheu alerta pro mundo atual imagem terror irreal humanos dominado pelo mal entrei por um lado saí pelo outro a cantar e quem quiser invente outro lugar o meu paraíso local mais perfeito não há faço do borel a shangri-lá
- o vento corta as terras dos pampas. em nome do pai, do filho e do espírito guarani, sete povos na fé e na dor... sete missões de amor. g.r.e.s. beija-flor de nilópolis 2005 clareou anunciando um novo dia clareou abençoada estrela guia traz do céu a luz menino em mensagem do divino unir as raças pelo amor fraternizar a companhia de jesus restaura a fé e a paz faz semear os jesuítas vieram de além mar com a força da fé catequizar e civilizar na liberdade dos campos e aldeias em lua cheia canta e dança o guarani com tubichá e o feitiço de crué na "yvy maraey" aiê povo de fé surgiu nas mãos da redução a evolução oásis para a vida em comunhão o paraíso santuário de riquezas naturais onde ergueram monumentos imensas catedrais mas a ganância alimentada nos palácios de madri com o tratado assinado a traição estava ali oh pai olhai por nós ouvi a voz desse missioneiro o vento cortando os pampas bordando a esperança nesse rincão brasileiro em nome do pai do filho a beija-flor é guarani sete povos na fé e na dor sete missões de amor
- do universo teatral à ribalta do carnaval g.r.e.s. acadêmicos de santa cruz 2003 vem contracenar mesclar verdade e fantasia esta cultura milenar que vem dos deuses traz um mundo de magia anjos do bem e do mal na era medieval que sedução estrelas de luz o artista traduz emoção tem pierrô e colombina amor o circo encanta me fascina chegou encena o sonho abre a cortina eu vou olha o show já começou lindo é descobrir toda a magia desta arte universal veio do ocidente até o lado oriental brilha meu brasil tablado encanta doce mundo de ilusão salve o sentimento do artista que invade a lama do sambista e alegra o coração É santa cruz pode aplaudir alto-astral nosso show é aqui mundial você faz esta festa chegou a hora é esta carnaval
- o brasil é penta, r é 9, o fenômeno iluminado g.r.e.s. tradição 2003 É fantástico ser brasileiro com muito orgulho muita paz e muito amor ô ô ô e o globo vai girando a gente fazendo história e vitórias conquistando quando deus criou a terra nos deu a luz do sol também fez nosso brasil o país do futebol começou lá na suécia a segunda vez no chile a alegria da nação aí que paixão e no solo mexicano depois no americano foi aquela emoção pro meu povão se formou uma família uma grande seleção foi aquele show de bola na coréia e no japão aí aí aí oh vida me leva aí aí aí deixa a vida me levar aí aí aí eu tô nessa festa eu quero mais é festejar o ronaldo iluminado dono da camisa 9 nasceu em bento ribeiro no rio de janeiro um menino inspirado pelo mundo consagrado o fenômeno brasileiro da bola que era brinquedo dadado fez seu reinado destino não tem segredo já veio nele traçado um guerreiro abençoado nos campos que jogou ninguém pode duvidar ele tem cheiro de gol gol É bola na rede a nossa tradição É bola na rede É penta campeão
- zumbi, rei de palmares e herói do brasil. a historia que não foi contada g.r.e.s. caprichosos de pilares 2003 África dos guerreiros de angola de gege e yorubá na escravidão que agonia ai como negro sofria no destino do além-mar o europeu no troca-troca conseguiu levar "peças da guiné" para o brasil nesse comércio a pirataria surgiu ilu-ayê ilu-ayê um canto triste ecoou ô ô ilu-ayê ô nas senzalas sofrimento e dor veja ifá falou que os orixás vão enviar libertador canta pilares zumbi foi rei lá no quilombo dos palmares na cultura o negro se agiganta a fé da "terra mãe" é seu alento existe um grito preso na garganta só oxalá segura o fio da esperança quero ser livre esse lamento ressoou na sociedade que tem as chaves mas prende seus heróis na marginalidade vi nos olhos verdes do holandês outro país caiu palmares liberdade não se mata na raiz no batuque bateria sou zumbi onde há paz e alegria eu tô aí quero amor e muito mais dignidade a caprichosos luta pela igualdade
- os donos da rua, um jeitinho brasileiro de ser g.r.e.s. unidos do porto da pedra 2003 lá vou eu sou bom malandro e sou fã da liberdade lá vou eu sou o tigrão sou o dono da cidade cada selva tem um rei cada rei tem sua lei o brasil é uma estrada nas esquinas da ilusão na ruas do meu coração oi saravá meu pai ogum eu peço axé me dá licença meu senhor que eu vou na fé a rua é negra como é negra a escravidão vou seguindo meu caminho vou "lavando" a solidão quem vai quem vai quem vai "querê" tem ouro prata e cristal quem tem garrafa pra "vendê" tem tudo pra ficar legal na avenida central passo a passo sorri vi meu rio feliz eu vi paris vi sujeira vi ratos ratoeiras hoje vou pra lapa detonar vou pra lapa grafitar minha tribo rasga o pano sou profano mas olho lá pro céu nas ruas de "babel" peço a deus para me ajudar eu sou porto da pedra faço anjo sambar eu quero é mais quero ser querubim vem pra noite brincar vem que o bicho vai pegar
- agudás, os que levaram a áfrica no coração e trouxeram para o coração da áfrica, o brasil! g.r.e.s. unidos da tijuca 2003 obatala mandou chamar seus filhos a luz de orunmila conduz o ifá destino sou negro e venci tantas correntes a gloria de quebrar todos grilhões na volta das espumas flutuantes mãe África receba seus leões no rufar do tambor ô ô atravessando o mar de yemanjá no sangue trago essa chama verdadeira raiz afro-brasileira sou agudá quem chega a porto novo e raça é povo e se mistura de semba se fez samba um carnaval pelas culturas na fé de meus orixás axé meu delogun temor e proteção ao anel do dragão de dagoun a uniao é bonita e a gente acredita na força do irmão no continente africano a ecoar a epopéia agudá vitoriosa face da razão tem cheiro de benjoim no xirê alabê prepare o acarajé no dendê salve o chachá salve toda negritude a tijuca vem contar uma história de atitude
- e onde houver trevas… que se faça a luz! g.r.e.s. imperio serrano 2003 luz magia que faz a mente do poeta delirar estrela guia faz meu império brilhar É bom amar e ser amado se dar e receber eu quero um mundo de inspiração pra clarear de vez a escuridão prometeu roubou do sol o fogo trouxe a luz pra iluminar o povo o que vem do coração oi clareia clareia igual a lua cheia e a paz desejo da humanidade se faz com liberdade e igualdade feliz muito feliz "uma criança" vai nascer se o homem conseguir usar a luz da razão a terra então vai florescer vai meu irmão tens a chave do céu a energia no ar vem da ribalta da vida serrinha é o show nessa avenida uma prova de amor perdão uma grande paixão amor a esperança é quem me conduz onde houver trevas que se faça a luz
- ontem, hoje, sempre cinelândia, o samba entra em cena na brodway brasileira g.r.e.s. portela 2003 de um sonho fez-se um gesto de amor amor amor das luzes uma "cidade" criou o rio assiste em cena o mundo que o maestro imaginou um chão de estrelas vai surgindo envolvendo os corações cinemas night and day teatros felicidade é a lei no palco da paixão a cinelândia "faz opinião" boêmios cantores um beijo roubado ao luar a poesia sorrindo em cada mesa de bar a voz não pode calar a gente tem que lutar o povo "faz a hora" de mudar onde o amor faz morada já é madrugada deixa o dia clarear É bom estar com você do bola preta a gente vai ver o sol a rua o filme que o vento não levou somos o "cais" emblema da paz velas ao vento vem "navegar" voar no azul mais bonito buscar no infinito a alegria dos meus carnavais voa voa divina luz de madureira o samba na praça no embalo da massa a portela não é brincadeira
- salgueiro, minha paixão, minha raiz - 50 anos de glória g.r.e.s. acadêmicos do salgueiro 2003 orgulho é viajar em sua história no ar o aroma do café "tecer" 50 anos quanta glória desta raiz nasceu samba "no pé" "morro" de amores e saudade "embriaga" de felicidade "conserva" o valor e a tradição de unir fé e bandeiras numa só "religião" salgueiro vermelho balança o coração da gente guerreiro é de bambas um celeiro apenas de uma escola diferente porto pro navio negreiro viajou com debret pelo brasil quilombo exaltou o orgulho negro xica da silva já te seduziu história em carnaval bênçãos da bahia rei negro e rei de frança coroaram a academia da magia fascinante à brilhante sedução das minas do rei salomão explode coração é tanta emoção que embarcar na alegria eu vou É a consagração da minha paixão renovando a cada dia amor
- a viradouro canta e conta bibi, uma homenagem ao teatro brasileiro g.r.e.s. unidos do viradouro 2003 abram as cortinas que o show vai começar É "manhã de sol" um rouxinol vem despertar voa vai tocar no seu coração amor nessa avenida quanta emoção em cada gesto em cada expressão em cada lágrima que vai sorrir diva brilha a voz dos grandes musicais nesse palco os artistas imortais hoje vão te aplaudir se um vento soprar eu vou deixa o "dom" me levar amor vou em busca de um ideal no meu sonho de carnaval em toda forma de arte uma luz acendeu a "gota d'água" faz parte dos seus encontros com deus "piaf um hino ao amor" "a vida de uma estrela da canção" em uma noite de explendor "amália" foi sua inspiração e quando o sol se põe desce uma estrela lá do céu vem reviver ao seu lado bibi o seu mais brilhante papel o teatro consagrou e pede passagem a viradouro meu amor faz a homenagem
- para sempre no seu coração - carnaval da doação g.r.e.s. mocidade independente de padre miguel 2003 um gesto de amor faz alguém sorrir só o doador faz a vida prosseguir basta se conscientizar a família querer aceitar pro sonho se realizar vem fazer o bem sem olhar a quem com a mocidade doar o coração nos braços da mitologia unindo o mundo na mesma missão sob a luz da estrela guia doar sem medo de errar ver um brilho no olhar amar é dar e receber É tão bom viver cosme e damião pioneiros nessa arte divinal dando asas à ciência o homem busca novos ideais os olhos ganham luz vêem cores cura os males e as dores renovando os conceitos sociais esse artista iluminado doou toda sua criação sua imagem é chama viva para sempre no seu coreção alô você abrace essa corrente pela vida sou doador sou mocidade dou um alerta para o bem da humanidade
- nem todo pirata tem a perna de pau, o olho de vidro e a cara de mau g.r.e.s. imperatriz leopoldinense 2003 cobiça de ouro madeira pedra e animais são fases do primórdio da história que a imperatriz refaz foi-se o tempo longe está pirataria de além-mar vejam só a covardia parte dessa tirania era destinada aos reis por corsários portugueses franceses ingleses holandeses tudo era saqueado protegido era levado ao domínio da nação nem todo pirata tem perna de pau o olho de vidro e a cara de mau hoje a coisa ficou preta muito preta e com razão pirata se queixando de pirata de terno e gravata na televião pirateando cd até a fé o comércio e a nação mas hoje quero ser pirata do prazer dançando um baile com você vem meu amor vem me beijar hoje eu tô que tô e você tá que tá vem meu amor vem me beijar beijo escondido pra ninguém clonar
- o povo conta a sua história: saco vazio nãi pára em pé - a mão que faz a guerra, faz a paz g.r.e.s. beija-flor de nilópolis 2003 luz divina luz que me conduz clareia meu caminhar clareia nas veredas da verdade: cadê a felicidade ? aportei num santuário de ambição e o índio muito forte resistiu a tortura implacável assistiu enquanto o negro cantava a saudade da terra mãe de liberdade na frança é tomada a bastilha o povo mostra a indignação revoltado com o diabo que amassou o nosso pão grito forte de palmares zumbi herói da inconfidência tiradentes nas caatingas do nordeste lampião todos lutaram contra a força da opressão nasce então poderosa guerreira e desenvolve seu trabalho social cultura aos pobres abrigou maltrapilhos fraternidade de modo em geral brava gente sofrida da baixada soltando a voz no planeta carnaval eu quero: liberdade dignidade e união fui lata hoje sou prata lixo ouro da região chega de ganhar tão pouco tô no sufoco vou desabafar pare com essa ganância pois a tolerância pode se acabar oh meu brasil overdose de amor nos traz se espelha na família beija-flor lutando eternamente pela paz
- viradouro, viramundo, rei do mundo g.r.e.s. unidos do viradouro 2002 okê okê sou viradouro vira-mundo eu sou escravizado sem destino meu desatino meu dissabor pra vencer os grilhões do dia-a-dia pra esquecer a solidão a agonia É carnaval o meu peito explode de alegria e no encontro com o rei eu também sou um rei nesta magia em liberdade eu peço axé vou na onda do afoxé os negros na sua fé trazendo a paz no canto dos orixás e nas visões dos xamãs a cura que a raça vermelha traz ao som dos gurus um manto em harmonia vêm chegando os povos amarelos com incenso que nos contagia então em forma de oração a raça branca faz a sintonia e nesta festa de coroação o rei do mundo é o rei da folia nesta ciranda é que eu vou contagiando essa cidade hoje eu quero paz amor e um mundo de felicidade
- o sol brilha eternamente sobre o mundo de língua portuguesa g.r.e.s. unidos da tijuca 2002 portugal nas caravelas do idioma viajei nessa aventura lusitana os cinco continentes alcancei bordei palavras sobre as ondas do mar e na linha do horizonte a língua se fez poesia uma odisséia de amor navegar é preciso de angola ao timor cultura riqueza iluminando o mundo de língua portuguesa trago à mesa a alegria e amor que a família tijucana chegou com bom papo e harmonia e samba no pé a minha língua é minha pátria é minha fé sopra o vento dos deuses pra língua semear na costa africana na voz dos órixas temperei com arte em goa e mercados de macau fala brasil brasil a morenice em um povo encontrei mundo novo me apaixonei hoje é só sedução salve a luta do timor pela liberdade de expressão rasgou no céu um cometa explode em sete cores a nova era oito esplendores a língua é força é união a homenagem vem na cauda do pavão
- o dono da terra g.r.e.s. unidos da tijuca 1999 hoje a tijuca canta sacode e balança esta cidade viaja no conto do índio o dono da terra que felicidade no cantar do uirapuru tantas lendas pra contar sob as ordens de rudá iara mandou jaci clarear e seu caminho iluminar veja o orvalho vem caindo cheiro das matas vem surgindo vou navegar meu rio o mar mistérios que vou desvendar por essas matas verdejantes têm seres sobrenaturais mulheres metade serpentes curumins dançantes e vi estranhos animais farturas encontrei com as plantas conversei com as bênçãos de rairu sentei pra meditar se a lua for minguante eu peço a proteção me deixa com as guerreiras festejar pedras preciosas quero me enfeitar encantar a índia com o meu olhar só tupã sabia que eu não podia me apaixonar
- villa lobos e a apoteose brasileira g.r.e.s. mocidade independente de padre miguel 1999 rompeu barreiras atravessou fronteiras para sua música despontar esse gênio brasileiro conquistou o mundo inteiro fez nosso país se orgulhar palmilhando os quatro cantos do gigante de folclore fascinante fonte de belezas naturais criou grandes temas musicais papagaio do moleque enfeitando o céu azul o uirapuru a encantar de norte a sul as bachianas quanta emoção É lindo o chorinho rasga o coração deixou cantar em sua música a fauna flora rio e mar no concerto da floresta ao luar canta o pajé dança o mandu çarará refletindo a poesia mistérios e magias da cultura popular criança esperança vem pra folia cirandar que hoje a batuta do maestro rege a sinfonia desta arte milenar villa lobos é prova de brasilidade sua obra altaneira vem na voz da mocidade cantando a apoteose brasileira
- o nosso brasil que vale g.r.e.s. acadêmicos do grande rio 2003 valeu brasil terra onde o tempo é o senhor trago sonhos bordados em ouro És o gigante da alegria és meu tesouro nas matas viajei sou desse chão um rei onde pisei deixei meu coração aventureiro cheguei em minas eldorado brasileiro andei criei cidades coloniais na história o vento nos traz salve o barroco estilo igual jamais uma luz brilhou no céu eu vi um sol de bronze a reluzir nuvens de prata vão cobrir as montanhas de ferro é o progresso a surgir vem meu bem quanta beleza a mãe natureza tem pra dar tudo que o bom deus criou o homem tem que preservar o orvalho molha as flores pro vale do rio doce eu vou os passarinhos voando entoam um canto de paz enquanto danço com índios em carajás deixe o futuro chegar que a criançada vai ver quanta magia tem na arte e no saber vem meu povo a festa começou vem que a voz da alegria eu sou solto grito da garganta a grande rio chegou meu amor
- alice no brasil das maravilhas g.r.e.s. beija-flor de nilópolis 1991 brincando com a imaginação hoje sou fantasia um lindo beija flor anunciando uma viagem ao brasil das maravilhas atrás do coelhinho apressado alice cai no abismo e se perdeu descobre a realidade ele é o brasileiro e a brasileira aqui sou eu quem sou eu quem eu sou as miragens do espelho que o poeta imaginou e no derramar de nossas lágrimas surge então a chave pro jardim dádiva da nossa natureza criando um país assim um gigante às vezes tão pequeno entre licores e pudins e amanhã o que será respondam: o que será de mim? lagarta ou borboleta peão ou rei hoje vão rolar cabeças nesse jogo de xadrez
- domingo g.r.e.s. união da ilha do governador 1977 vem amor vem à janela ver o sol nascer na sutileza do amanhecer um lindo dia se anuncia veja o despertar da natureza olha amor quanta beleza o domingo é de alegria no rio colorido pelo sol as morenas na praia que gingam no samba e no meu futebol veleiros que passeiam pelo mar e as pipas vão bailando pelo ar e no cenário de tão lindo matiz o carioca segue o domingo feliz vai o sol e a lua traz no manto novas cores mais encanto a noite é maravilhosa e o povo na boate ou gafieira esquece da segunda-feira nesta cidade formosa há os que vão pra mata pra cachoeira ou pro mar mas eu que sou do samba vou pro terreiro sambar
- a esmeralda do atlântico g.r.e.s. estação primeira de mangueira 1995 naveguei cruzando os mares de verde e rosa eu vim desvendei tanta beleza e hoje sou feliz assim numa onda de euforia deslizei nesta magia e caí no azul do mar lendas mistérios alamoa rainha que nos faz sonhar Ó pescador o monstro engana e tem maldade joga a rede e vai saudade foi na fonte que eu provei do seu encanto e despertei Ó cigana fui olhar pra você eu me enfeiticei achei noronha meu maior tesouro onde o dragão protege o ouro que o capitão deixou linda paraíso da ecologia jóia rara traz a poesia preservação e amor no vai e vem desse mar eu também vou velejar eu sou mangueira vamos balançar
- os tambores da mangueira na terra da encantaria g.r.e.s. estação primeira de mangueira 1996 no revoar da inspiração o poeta conseguiu contar em verso e prosa o amor pela cultura lendas e mistérios do nordeste do brasil deite numa rede de algodão e adormeça nas crenças do maranhão no fundo do mar tem um castelo que é do rei sebastião tem mandinga tem segredo meu amor eu tenho medo de brincar com assombração ana se fez donana na carruagem tem uma mula-sem-cabeça por incrível que pareça uma serpente circundando o ribeirão a manguda vai chegar bumba-meu-boi e cazumbás É festa de são joão agô iná iná agô oh doce mãe sereia no seu lampejo que ilumine todos nós lá na praia dos lençois É noite de lua cheia os tambores da mangueira na terra da encantaria encantaram o touro negro que num toque de magia se vestiu de verde e rosa embarcou na poesia
- o olimpo é verde e rosa g.r.e.s. estação primeira de mangueira 1997 a luz se fez nascer de um novo dia e a mangueira em poesia fez luzir um clarão criou a juventude campeã de corpo são e mente sã É o brasil do amanhã na grécia antiga onde zeus fez a morada a hostilidade acontecia olímpia se tornou sagrada numa sábia decisão criaram os jogos da paz falou a voz da razão guerra nunca mais nero o cruel sonhador entrou na competição disputou só se fez campeão um grande imperador não deixou continuar e fez a chama do olimpo se apagar graças ao barão de coubertin as olimpíadas voltaram É o amor e a liberdade exaltando o valor e a igualdade assim como o barão mangueira o santuário da esperança o olimpo é verde e rosa É o esporte na cultura da criança de braços abertos sou o rio de janeiro dois mil e quatro É o sonho brasileiro
- chico buarque de mangueira g.r.e.s. estação primeira de mangueira 1998 mangueira despontando na avenida ecoa como canta um sabiá lira de um anjo em verso e prosa de um querubim que em verde e rosa faz toda a galera balançar "hoje o samba saiu" pra falar de você grande chico iluminado e na sapucaí eu faço a festa e a minha escola chega dando o seu recado É o chico das artes o gênio poeta buarque boêmio a vida no palco teatro cinema malandro sambista carioca da gema marcando feito "tatuagem" acordes do seu violão chico abraça a verdade com dignidade contra a opressão reluz o seu nome na história a luz que ficou na memória e hoje o seu canto de fé vai "buarqueando" com muito axé Ô iaiá vem pra avenida ver "meu guri" desfilar Ô iaiá é a mangueira fazendo o povo sambar
- o século do samba g.r.e.s. estação primeira de mangueira 1999 “o rufar do seu tambor” anunciou a verde e rosa que canta o século do samba canta os bambas em verso e prosa “pelo telefone” vai buscar quem foi pra longe prá matar minha saudade recordar a praça onze em poesia “deixa falar” a nostalgia o morro “desce a ladeira” prá cidade sinhô ismael pixinguinha cartola noel candeia ecoa no céu mangueira traz todo samba prá estação primeira É orgulho e religião em meigas faces tradição jeito moleque mostra em breque no amor então se faz canção partido alto em fundo de quintal silas poeta do meu carnaval mangueira hoje o povo todo aclama nossa majestade o samba o “mundo é um eterno moinho” meu berço “folhas secas” vão caindo as novas vão crescer em seu caminho a manga brota em flor sem ter espinho no batuque no pagode avante mangueira “teu cenário é uma beleza” tua voz uma bandeira
- dom obá ii - rei dos esfarrapados, príncipe do povo g.r.e.s. estação primeira de mangueira 2000 axé mãe áfrica berço da nação iorubá de onde herdei o sangue azul da realeza sou guerreiro de oyó filho de orixás vim da corte do sertão pra defender a nossa pátria mãe gentil sou “dom obá” o príncipe do povo rei da ralé nos meus delírios um mundo novo eu tenho fé no rio de lá luxo e riqueza no rio de cá lixo e pobreza frequentei o palácio imperial critiquei a elite no jornal desejei liberdade 500 anos brasil e a raça negra não viu o clarão da igualdade fazer o negro respirar felicidade sonho ou realidade uma dádiva do céu vi no morro da mangueira sambar de porta-bandeira a princesa isabel
- a seiva da vida g.r.e.s. estação primeira de mangueira 2001 nos mares da poesia naveguei cruzando as fronteiras do tempo eu aportei nas terras de canaã o povo fenício encontrei do cedro construíam as embarcações banhando com sabedoria outras civilizações e a expansão comercial gerou o intercâmbio cultural mistério a seiva da vida chega ao país do carnaval é prometida esta terra abençoado nosso chão onde a semente da paz é verde e rosa e brota no meu coração da arte assíria a inspiração o rei mandou construir o monumento ao amor e a rainha negra ofertou tem mascates troca-troca gritaria a dança do ventre até hoje contagia vou pro saara comprar no dia-a-dia descendo o morro vou vendendo alegria eu sou a essência do samba a minha raíz é de bamba sou mangueira o tronco forte que dá fruto a vida inteira
- mangueira redescobre a estrada real... e deste eldorado faz seu carnaval g.r.e.s. estação primeira de mangueira 2004 mangueira um brilho seduziu o meu olhar me fez encontrar a estrada do sonho “real” desejo de poder e ambição as trilhas bordadas em ouro levaram tesouros a caminho do mar teu chão é um retrato da história e o tempo não pôde apagar hoje descubro a beleza que faz a riqueza voltar por belos recantos andei das suas águas provei de mansinho eu peço passagem a mangueira vai seguir viagem que tempero bom pode avisar que a comida está na mesa se a pinga não “pegar” eu chego ao rio com certeza na arte eu vi obras que o gênio esculpiu igrejas o barroco emoldura o brasil ó minas és um berço de cultura és raiz que brilha forte em verde e rosa herança e patrimônio de um país eu vou embarcar na estação primeira tesouro do samba minha paixão eh trem bão
- mangueira energiza a avenida. o carnaval é pura energia e a energia é nosso desafio g.r.e.s. estação primeira de mangueira 2005 mangueira despontou no infinito numa explosão de cor em sua sutileza e dom divino o universo deus criou fez a luz separou da escuridão coloriu de verde e rosa toda sua criação o mundo gira avança a tecnologia a ciência faz o homem acreditar que a vida é uma fonte de energia pra sonhar o vento corta o mar faz o moinho girar vem sambar com pensamento de amor traz alegria no olhar que a energia negativa não vai te pegar o desafio é o ciclo da vida a água jorra e guarda o tesouro desse chão da terra vi brotar a natureza do ventre da mulher uma nação mangueira tu és o ar que eu respiro o fogo que aquece o meu coração a esperança de um novo amanhecer É reciclar sobreviver se me desafiar pode contar não vou desistir pois a energia é o nosso desafio e o nosso desafio é aqui a energia do samba É o combustível do amor sou mangueira nos braços do povo fazendo fluir a energia na sapucaí
- das Águas do velho chico, nasce um rio de esperança g.r.e.s. estação primeira de mangueira 2006 vou navegar com a minha estação primeira nas águas da "integração" chegou mangueira opará rio-mar o nativo batizou quem chamou de são francisco foi navegador na serra ele nasce pequenino ilumina o destino vai cumprir sua missão se expande pra mostrar sua grandeza gigante pela própria natureza a carranca na mangueira vai passar minha bandeira tem que respeitar ninguém desbanca minha embarcação porque o samba é minha oração beleza o bailar da piracema cachoeiras um poema à preservação lendas ilustrando a história memórias do valente lampião mercado flutuante um constante vai-e-vem violeiro sanfoneiro que saudade do meu bem o sabor desse tempero eu quero provar graças à irrigação o chão virou pomar e tem frutas de primeira pra saborear um brinde à exportação um vinho pra comemorar o velho chico É pra se orgulhar o sertanejo sonhou banhou de fé o coração e transbordou em verde-e-rosa a esperança do sertão
- minha pátria É minha língua, mangueira meu grande amor. meu samba vai ao lácio colhe a Última flor g.r.e.s. estação primeira de mangueira 2007 quem sou eu? tenho a mais bela maneira de expressar sou mangueira uma poesia singular fui ao lácio e nos meus versos canto à última flor que espalhou por vários continentes um manancial de amor caravelas ao mar partiram por destino encontraram o brasil nos trazendo a maior riqueza a nossa língua portuguesa se misturou com tupi tupinambrasileirou mais tarde o canto do negro ecoou assim a língua se modificou eu vou nos versos de camões Às folhas secas caídas de mangueira É chama eterna dom da criação que fala ao pulsar do coração cantando eu vou do oiapoque ao chuí ouvir a minha pátria é minha língua idolatrada obra-prima te faço imortal salve poetas e compositores salve também os escritores que enriqueceram atua história Ó meu brasil dos filhos deste solo és mãe gentil hoje a herança portuguesa nos conduz À estação da luz vem no vira da mangueira vem sambar meu idioma tem o dom de transformar faz do palácio do samba uma casa portuguesa É uma casa portuguesa com certeza
- brazil com z é pra cabra da peste, brasil com s é a nação do nordeste g.r.e.s. estação primeira de mangueira 2002 mangueira encanta e canta a história que o povo faz ô ô ô ô vem mostrar a nação do valente sertão de guerras e de sonhos imortais a cada invasão uma reação pra cada expedição um brado surgia brilhou o sol no sertão à luz de um novo dia lendas e crendices mistérios que vêm ao luar no velho chico naveguei com meu cantar no canto e na dança no pecado ou na fé vou seguir no arrasta-pé deixa o povo aplaudir ao som da sanfona vou descendo a ladeira com o trio da mangueira “doce cartola” sua alma está aqui padim padre ciço faça chover alegria pra que cada gota seja o pão de cada dia jogo flores ao mar pra saudar iemanjá e na lavagem do bonfim eu peço axé terra encantada e predestinada tua beleza não tem fim brasil no coração eu levo paz pau-de-arara nunca mais vou invadir o nordeste seu cabra da peste sou mangueira com forró e xaxado o filho do chão rachado vem com a estação primeira
- os dez mandamentos. o samba da paz canta a saga da liberdade g.r.e.s. estação primeira de mangueira 2003 um clarão no céu iluminou mangueira surge um caminho de luz pra mergulhar na história no egito um faraó poder e riqueza cruel tirania e um povo sonhava na lama que o “libertador” ali nasceria flutua nas águas do nilo a esperança guiando o menino criado no luxo da corte enfrenta o deserto sagrado destino é o vento que sopra poeira segue o homem em busca da fé do alto uma voz anuncia a certeza de um novo dia moisés desafia o rei a ira divina desaba na terra libertação e num gesto encantado o mar virou passarela descrença ilusão no ouro a falsa adoração a vontade de deus é a lei da verdade foi revelada pra humanidade mostra pro mundo brasil (meu brasil) o caminho da felicidade quem plantar a paz vai colher amor um grito forte de liberdade na estação primeira ecoou
- atrás da verde e rosa só não vai quem já morreu g.r.e.s. estação primeira de mangueira 1994 bahia é luz de poeta ao luar misticismo de um povo salve todos orixás quem me mandou estrelas de lá foi são salvador pra noite brilhar mangueira jogando flores pelo mar se encantou com a musa que a bahia dá obá berimbau ganzá ô capoeira joga um verso pra iaiá caetano e gil ô com a tropicália no olhar doces bárbaros ensinando a brisa a bailar a meiguice de uma voz uma canção no teatro opinião bethânia explode coração domingo no parque amor alegria alegria eu vou a flor na festa do interior seu nome é gal aplausos ao cancioneiro é carnaval é rio de janeiro me leva que eu vou sonho meu atras da verde-e-rosa só não vai quem já morreu